Asa Partida

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | quinta-feira 20 novembro 2008 16:47

Fagner / Abel Silva

Essa saudade
O cigarro, a luz acesa
E a noite posta sobre a mesa
Em cada canto da casa
Asa partida e dor
Gemido morto, amor
Tão longe vai, tão longe vou
Nuvem sem rumo é assim mesmo
Eu não queria
A vida desse jeito
Meu olho armando o bote sem futuro
Fumaça
e continua o teu sorriso no meu peito
Essa saudade, O cigarro, a luz acesa
E esta noite posta sobre a mesa…
Em cada canto da casa
Asa partida e dor
Gemido morto, amor

Alegria, Alegria!

Posted by Zé Iggor | Frases/Citações/Haikais, Imagens | quinta-feira 20 novembro 2008 8:32

Calma Violência

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | quinta-feira 20 novembro 2008 8:24

Fagner & Fausto Nilo

Calma violência, violência calma
E a pureza da minh alma
E a minha inocência
Calma violência, violência calma

Calma violência, violência calma
E a pureza da minh alma
E a minha inocência
Calma violência, violência calma

Minha mão não tem mais palma
Dói a irreverência
Violência, calma
Brasileira é minha alma

A experiência, violência
Calma violência
A experiência, violência
Calma violência

Soneto do Amor Total

Posted by Zé Iggor | Poemas/Poesias | quarta-feira 19 novembro 2008 15:33

Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Telemar é multada em R$ 3 milhões por não dispensar provedor de banda larga

Posted by Zé Iggor | Notícias/Entrevistas | quarta-feira 19 novembro 2008 8:44

Justiça Federal do Pará multa operadora por não cumprir decisão judicial de dispensar contratação de provedores no serviço Velox.

A batalha em torno da oferta do serviço de acesso à internet em banda larga sem a necessidade de contratação de um provedor de acesso ganha um novo round. A Telemar foi multada pela Justiça Federal do Pará em 3 milhões de reais por não cumprir uma decisão judicial de dispensar a contratação de provedores de acesso para os clientes do Velox em todo o País, exceto no Rio de Janeiro, onde tramita uma ação semelhante movida pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA).

A operadora foi notificada pela Justiça em 15 de outubro, após ação ajuizada pelo MPF/PA para a mudança nas regras do Velox. A partir desse dia, a Telemar já deveria ter dispensado a contratação adicional de provedor, mas o MPF continuou recebendo denúncias de clientes que tentaram cancelar o provedor de conteúdo e não conseguiram.

A Telemar alegou que não tinha conhecimento da decisão judicial. A operadora também ajuizou embargos de declaração (pedido ao juiz de esclarecimentos de pontos da decisão que tenham sido considerados obscuros, omissos ou duvidosos), argumentando que não ficou claro o prazo para cumprimento da decisão e se o Rio de Janeiro também estaria incluído da medida, já que não constava na petição inicial.

A alegação relacionada ao prazo foi considerada inválida pela justiça, que descartou dificuldades técnicas para o seu cumprimento imediato.

Na íntegra…

Mas que notícia ótima…

Paralelas

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | terça-feira 18 novembro 2008 21:02

Belchior

Dentro do carro
Sobre o trevo
A cem por hora, ó meu amor
Só tens agora os carinhos do motor

E no escritório em que eu trabalho
e fico rico, quanto mais eu multiplico
Diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio
vejo a luz do teu olhar
Passas praças, viadutos
Nem te lembras de voltar, de voltar, de voltar

No Corcovado, quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana, o mar sou eu
Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel, o que é paixão

E as paralelas dos pneus n’água das ruas
São duas estradas nuas
Em que foges do que é teu

No apartamento, oitavo andar
Abro a vidraça e grito, grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu

Posted by Zé Iggor | Frases/Citações/Haikais | terça-feira 18 novembro 2008 17:48

“Um fator importante para o sucesso é a auto-confiança. Um fator importante para a auto-confiança é a preparação.”

Arthur Robert Ashe, Jr

Reserva de Alegria

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | segunda-feira 17 novembro 2008 16:45

Edvaldo Santana

O meu anjo mora perto, vive na casa da flor
Sua voz me deixa calmo, seu abraço tem calor
São divinas melodias, que alimentam o coração
A barriga fica fria, dói a nuca de emoção
Um sussurro do meu anjo, pede pra eu ficar em paz
Por acerto ou desengano em outro plano viverás
Toda vez que o ciúme toma conta do amor
Na platéia ou no filme acaba causando dor
E pra não deixar vazia esta vida de ilusão
Vou guardar minha alegria para o dia de aflição

Entrevista com Elis Regina

Posted by Zé Iggor | Vídeos | domingo 16 novembro 2008 15:55

Marília Gabriela entrevista Elis Regina com sua filha Maria Rita - TV Mulher (1980)

Canção do Sal

Posted by Zé Iggor | Vídeos | domingo 16 novembro 2008 15:52

Milton Nascimento e Elis Regina

A vista é que não é lá essas coisas…

Posted by Zé Iggor | Frases/Citações/Haikais, Imagens | domingo 16 novembro 2008 15:44

Coração Selvagem

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | domingo 16 novembro 2008 15:33

Belchior

Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja no seu copo
No seu colo e nesse bar
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo
Tenho pressa de viver
Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo
Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente
Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
Meu bem, mas quando a vida nos violentar
Pediremos ao bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida: “Vida, pisa devagar
Meu coração cuidado é frágil;
Meu coração é como vidro, como um beijo de novela”
Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver
E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples alegria de ser
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo
Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem
Talvez eu morra jovem:
Alguma curva no caminho, algum punhal de amor traído
Completará o meu destino, meu bem… Que outros chamam de baby

Rebobinável

Posted by Zé Iggor | Poemas/Poesias | domingo 16 novembro 2008 8:17

Sérgio Mello

espero você terminar de esmurrar meu peito
com as laterais almofadadas das mãos
sem saber que me agiganta
vamos sair pra comprar mais bebidas
digo e você enfim se entrega ao meu abraço
com a solenidade oferecida
a uma trava automática de montanha-russa
quando já não faz mais sentido o luxo
os cortes irregulares no queijo
ou o esperma na flanela
de desembaçar o vidro dianteiro do carro
vamos sair pra comprar mais bebidas
você quem diz e pães para amanhã cedo
aproveito e me peso
e depois abre a janela e ainda mais os pulmões
e a noite varre do quarto
todo esse odor de esconderijo

Posted by Zé Iggor | Poemas/Poesias | domingo 16 novembro 2008 8:16

Fabricio Carpinejar

Arranhar a pele não é cheirar minha roupa.
Deitar no sofá não é entrar em minha solidão.
Segurar-se na parede não é observar meus quadros.
Tomar o meu café não é antecipar a minha boca.
Abrir minhas gavetas não é descobrir meus segredos.
Ouvir a minha respiração não é tirar o meu ar.
Satisfazer meus desejos não é conhecê-los.
Segurar minha mão não é explorar meu rosto.
Trocar a água da jarra não me deixará vivo.
Dividir a mesa não é repartir o prato.
Trancar a porta não fecha as saídas.
Copiar a minha letra não é repetir meu medo.
Amarrar os meus sapatos não me prende aos pés.
Gastar o tempo não é preenchê-lo.
Anotar na agenda não prova que existimos.
Ouvir uma música não é cantá-la.
Plantar uma árvore não é florescê-la.
Gerar um filho não é cuidá-lo.
Abandonar um livro não é lê-lo.
Sentir ciúme não controla o amor.
Esperar não é se adiantar.
Dormir em minha cama ainda não é morar em minha casa.

Encomenda

Posted by Zé Iggor | Poemas/Poesias | quinta-feira 13 novembro 2008 8:59

Cecília Meireles

Desejo uma fotografia
como esta - o senhor vê - como esta:
em que para sempre me ria
com um vestido de eterna festa.

Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga que me empresta
um certo ar de sabedoria.

Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia…
Não… Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.

Enchantagem

Posted by Zé Iggor | Poemas/Poesias | terça-feira 11 novembro 2008 18:40

Paulo Leminski

de tanto não fazer nada
acabo de ser culpado de tudo

esperanças, cheguei
tarde demais como uma lágrima

de tanto fazer tudo
parecer perfeito
você pode ficar louco
ou para todos os efeitos
suspeito
de ser verbo sem sujeito

pense um pouco
beba bastante
depois me conte direito

que aconteça o contrário
custe o que custar
deseja
quem quer que seja
tem calendário de tristezas
celebrar

tanto evitar o inevitável
in vino veritas
me parece
verdade

o pau na vida
o vinagre
vinho suave

pense e te pareça
senão eu te invento por toda a eternidade

Umas Grandes Férias

Posted by Zé Iggor | Frases/Citações/Haikais, Imagens | terça-feira 11 novembro 2008 16:21

Uma Praça, Um Filho, O Susto de Crescer

Posted by Zé Iggor | Contos/Crônicas | segunda-feira 10 novembro 2008 8:16

Fabrício Carpinejar

Quando soube que seria pai, suspirava soluçando. Tossia com as pálpebras.

Não respirava mais. Soletrava o sopro.

A vida era finalmente maior do que eu.

Bem maior. Não tinha como organizá-la, por onde pensar.

Falava por dentro: serei pai, serei pai, serei pai.

E toda a repetição vinha como uma frase nova, inédita.

“Serei pai” não era igual, trazia algo diferente a cada vez que batia na garganta. O mesmo chamado com uma emoção extravagante. Não me convencia; eu me ampliava. Aumentava de corpo cada vez que me dizia: “serei pai”.

Qualquer pai entende o embaraço, é quando perdemos o controle e somos completos.

Sentei na praça de mãos dadas com a minha mulher. Ela tampouco falava. Não era o susto do resultado, era o susto de crescer.

Foi um excesso de sentido. Uma vontade de contar para a cidade inteira que me parava nas próprias palavras. Não desci daquele banco, intencionado a não mudar tão cedo de sentimento, longe de substituí-lo por outra notícia.

Um silêncio de cadarço solto, chutando pedras. Olhei como nunca olhei o vendedor de algodão doce. Sua vassoura de cabeleira rosa. Olhei como nunca olhei a carrocinha de pipoca. A brancura amontoada. Olhei como nunca olhei os barulhos das correntes dos balanços. A seqüência de um tambor. Olhei como nunca olhei a gangorra bater no chão. Venezianas abrindo. Olhei como nunca olhei a mim mesmo.

Liguei o ventilador de teto das árvores e recebi estrelas antigas. Podia carregar o carteiro no colo e costurar a cesta de meus braços. Podia beijar uma freira na testa e pedir perdão por não rezar na noite passada.

Uma paciência milagrosa, logo para um cara que não conseguia nem abrir o saquinho de pães. Reclamava do nó da padaria. Furava o plástico antes do jantar, cavando o miolo aquecido. A mãe repreendia a malandragem. Por mais que me ensinasse a respeitar a ordem, descumpria a cronologia da mesa. Amava provocá-la.

Hoje é uma maravilha desfazer o nó. Soltar as abas com paciência. Prever o giro certo das pontas. Sinto-me maduro.

Mas sempre chego atrasado. Os filhos já desgovernaram as cascas, já bagunçaram a mesa com os farelos. Os pães escapam pelo furo.

Tenho a chance de repetir a raiva materna, desligo a censura e estou rindo adoidado. A paternidade é uma compaixão por aquilo que deixamos de ser. Uma praça entre duas ruas. A infância e a serenidade.

Praça é quando duas ruas se casam.

Prêmio Blog Especial

Posted by Zé Iggor | ByMe | segunda-feira 10 novembro 2008 8:03

A Sônia Regly do blog Compartilhando as Letras me presenteou com este prêmio de blog especial.

Sônia, muitíssimo obrigado.

Mariana Foi Pro Mar

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | domingo 9 novembro 2008 16:07

Indisponível

Mariana foi pro Mar
Deixou seus bens mais valiosos com o cachorro
E foi viajar, foi de coração
Pois o marido saiu pra comprar cigarros e desapareceu
Foi visto no Japão, com a vizinha, sua ex-melhor amiga
Mariana foi ao chão
E ela pensou por muitas vezes
Se usava sua mauzer ou o gás de seu fogão
Mas seu último direito, ela viu que era um erro
Mariana foi pro mar
Mariana se cansou
Olhou o que restava de sua vida, sem direito a pensão
Sem um puto pra gastar, sempre foi moça mimada
Mas tinha em si a vocação do lar
E foi numa tarde de domingo que ganhou tudo no bingo
Sorte no jogo azar no amor
E sua bagagem estava pronta, parecia que sabia
Do seu prêmio de consolação
Mudou o itinerário, trocou o funerário
Pelo atraso do avião
Uma lágrima de sal, percorre o seu rosto
misturando-se ao creme facial
Onde foi que ela errou, se acreditava na sinceridade
De sua vida conjugal
E se ela pensava muitas vezes
Se usava uma pistola ou o gás do seu fogão
Mas ela mudou o itinerário, trocou o obituário
Pelo atraso do avião
Hoje ela desfila pela areia
Com total desprezo pelos machos de plantão
Ela está bem diferente, ama ser independente
Mariana foi pro mar

Oscar Filho (Stand up) - Fantasia

Posted by Zé Iggor | Vídeos | domingo 9 novembro 2008 13:06

A Poça e a Claridade

Posted by Zé Iggor | Poemas/Poesias | sexta-feira 7 novembro 2008 10:28

Oswaldo Montenegro

Ta certo inda sou bem moça
Por dentro é bem mais idade
Que Deus me dê quem me ouça
Eu sempre falo a verdade
Eu quero meus pés na poça
E os olhos na claridade
Assino, e meu Deus endossa,
Contrato com a insanidade
Que a surra de luz é coça
No lombo da falsidade
Eu quero meus pés na poça
E os olhos na claridade
Eu brinco, não há quem possa
Ser sério nessa cidade
Eu sonho e não faço troça
Com música e liberdade
Eu quero meus pés na poça
E os olhos na claridade
E dane-se a língua insossa
Do rosto da castidade
Eu canto e a alma cola
De gana e curiosidade
Eu quero meus pés na poça
E os olhos na claridade
Ta certo inda sou bem moça
Transbordo imaturidade
Mas o tempo não adoça
O chá da realidade

Sábias Palavras

Posted by Zé Iggor | Frases/Citações/Haikais, Imagens | sexta-feira 7 novembro 2008 10:23

No Final da Brincadeira

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | sexta-feira 7 novembro 2008 10:15

Roberto Menescal/Oswaldo Montenegro

Deixa eu tentar
Mesmo que não seja o mesmo lugar
Mesmo que não seja a mesma canção
Deixa eu fingir que é possível tentar
Faz isso não
Não me conta que o destino escapuliu
Que não há como ir buscar o que partiu
Deixa o tempo andar pra trás
Tenta deixar
Que não seja como sempre será
Tudo igual ali no mesmo lugar
Vento morno ranço e desespero
Deixa estar
Não demora a gente volta a brincar
Como se o começo fosse voltar
No final da brincadeira

Fuzarca na Discoteca

Posted by Zé Iggor | Músicas/Letras | quarta-feira 5 novembro 2008 17:39

Guilherme Arantes

Conheço um cara que trabalha no banco
tem uma caranga de tala larga
suspensão rebaixada, com vidro bôlha
dimensão esportiva de um fórmula um,
fuma cachimbo e prefere champanha, francesa,
Rotterdam, Perignon, Moet Chandon
Sonha ser um playboy
como um Gunther Sachs
fazendo um cruzeiro num de seus iates
morando em Búzios
tendo seus casos especulados pelo Ibrahim
matéria de capa, como Chiquinho Scarpa,
da Manchete, ou coisa assim
Conheço um cara… (repete)
Frequenta motéis de luxo
com sauna, piscina e bar
Adora tomar sorvete
crocante no Guarujá
Desfila no fim de semana
na discoteque dançar
um som internacional
Que toca na rádio, que toca no vídeo, televisor
Que está na lista da Cash Box e da Billboard
Na segunda-feira amanhece com a boca
com gosto de cabo de guarda-chuva
Mas logo à tarde já está com saudade
do seu programinha semanal
Traça até um plano pra “Playmate” do ano
conhecer o carnaval.

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